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Live com a educadora, Ines DiMare

quinta-feira, 8 de abril de 2021

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A convidada, Ines DiMare, é mestre em educação, fonoaudióloga e Pós-graduada em Pedagogia da Cooperação. Ela faz parte de um projeto com uma série de encontros para trabalhar com a convivência familiar. Especialmente, com a questão de transformar conflitos.

Renato Senna, gerente Geral da Rede Cruzada, e Ines DiMare conversam sobre Com-Vivência Familiar em tempos de Pandemia. Ines conta que em uma de suas conversas com tribos indígenas para ver como eles convivem, foi compartilhado com ela que quando dá algum problema com uma criança ou com a família, eles fazem uma roda, em torno da fogueira, conforme o problema faz todo mundo junto ou separados. Dessa forma, os mais velhos começam a conversar sobre situações parecidas que eles já viveram. “Damos exemplos pra todo mundo ir pensando e avaliando o que pode ser feito”, conta a educadora.

Ela afirma que não tem castigo, não tem bronca, cadeira ou presídio. Tem roda de conversa. Ela conta que homens e mulheres sofrem com questão em falar sobre os sentimentos. Se a mulher fala, ela é marginalizada e se o homem falar o que sente é denominado dessa forma também.

Em uma dos projetos que ela já fez na favela, Ines ouviu de uma criança “se eu falar sobre isso na minha casa, eu vou apanhar”. Ela diz que as coisas que falam do nosso ser não é falado, virou um tabu.  “Acabou virando um tripé da vergonha, da mentira e do medo”, diz a mestre. Um dos objetivos do projeto dela é romper com essas questões.

Renato diz que a roda de conversa já sinaliza que não haverá hierarquias nas relações, onde todos tem relevância, todos tem direito a expressar seus sentimentos, suas ideias e traz o aspecto da ludicidade. “Todos nós temos uma criança dentro da gente, pena que alguns deixaram essa criança adormecida”, diz Senna.

Senna diz que talvez a forma mais fácil de conectar pessoas é falar de coisas muito sérias na brincadeira e pergunta a educadora se esse é o caminho.

Temos várias crianças dentro da gente. Temos crianças muito feridas. E essa criança ferida é a criança que aparece na hora do conflito. É ela que aparece sofrendo e se vitimiza, o adulto reage de uma forma infantil. É ela que aparece querendo reagir  aquela violência que passou, explodindo em raiva.

Ines diz que a criança precisa de mais carinho e cuidado para ser curado. A mestre ressalta que a pandemia trouxe muito essas questões a toa e que é necessário criar um ambiente de acolhimento, pois somos uma rede de conexões com vivencias e histórias.

Senna diz que a pandemia só amplifica uma questão de distanciamento e muitas coisas que encontramos na convivência familiar é sofrível e não é saudável e traz a toa o tripé mencionado acima.

Dê play e acompanhe a íntegra a conversa dos educadores.

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