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Live com Clarissa Brito, educadora antirracista

terça-feira, 27 de julho de 2021

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A convidada, Clarissa Brito, Educadora antirracista e membro do comitê de Representatividade Racial da Escola Eleva junto com Camila Trindade, Captação e Mobilização de Recursos da Rede Cruzada conversam sobre Psicopedagogia e Relações Étnico- Raciais.

Clarissa é graduada em Pedagogia com especialização em Educação Infantil. Ela conta que quando resolveu estudar sobre a infância negra no Brasil, ressalta que começou a levar alguns pontos da vida dela para a sala de aula. Clarissa afirma que quando se fala sobre infância negra é preciso lidar com muitas dores. “A história da população negra no Brasil é muito sofrida e quando você vai acessar as nuances, as tantas histórias de negritude do país. Os copos negros não vivem as experiências do racista da mesma forma. O racismo foi tão bem estruturado que vai atravessando por muitas possibilidades”, afirma Clarissa.

A educadora diz que nesse processo de estudar a infância negra no Brasil foi muito dolorido e ela parou de escrever academicamente. Conta que depois disso, ela foi para a psicopedagogia. E dentro dessa formação, foi levantado o tema das crianças negras se verem com amor na infância. Clarissa conta que parou para refletir sobre isso e pensou:

Qual era a possibilidade das crianças negras se verem como objeto de amor na infância? O que tem em volta? Qual é a cor do simbólico? O quanto a gente precisa fazer uma revolução nessa primeira infância para as pessoas se verem possíveis?

Ela cita uma escritora que diz que o amor é o lugar de cura da população negra. Que é preciso aprender a lidar com amor. Aprender a receber e dar amor. Clarissa ressalta a fala da escritora “o quanto amar na negritude é um campo de resgate. Seja no afeto, nas trocas afetivas e no vínculo paterno. O amor é a revolução do negro”.

A educadora conta que começa a trazer esses intelectuais para a sua rotina e leitura.

As escolhas ao longo da minha caminhada foram ficando cada vez mais significativas. É uma escolha diária ser um educador antirracista, mesmo sendo um corpo negro. A estrutura do currículo ele é racista, então apesar do meu corpo e do meu posicionamento no mundo, eu preciso de escolhas pontuais e intencionais para dar conta de uma prática antirracista.

Brito afirma que é necessário olhar para o que está posto ano currículo, no livro didático, numa informação e pensar: como que eu faço para descolonizar essa informação? Como que eu faço pra levar isso para a sala de aula sem dar essa mensagem? Porque essa mensagem eu não quero mais dar.

Dê play e acompanhe a íntegra a conversa dos educadores.

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