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Live com Marcia Oliveira, da Rede Não Bata, Eduque

terça-feira, 13 de julho de 2021

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A convidada Marcia Oliveira, Coordenadora da Rede Não Bata, Eduque  e especialista na área de direitos da criança e do adolescente.

Renato Senna, Gerente Geral da Rede Cruzada e Marcia Oliveira, conversam sobre Educar sem Violência.

Marcia inicia a conversa falando sobre a missão da Rede Não Bata, Eduque. Ela diz que a missão é tentar desnaturalizar o uso da violência física e psicológica no processo educativo de cuidado das crianças. “É trazer para a sociedade essa ideia de que não é natural bater nas crianças para educar. Não é produtivo e causa danos, inclusive é até contra a lei. Então, é um trabalho para romper com os padrões culturais, que muitas pessoas da sociedade Brasileira viveram na infância”.

Marcia traz a frase “se uma criança não está feliz, todo mundo tem que meter o nariz”. Afirma que nenhuma criança é feliz sofrendo violência física e psicológica.

Renato pergunta como que surge a Rede e como as pessoas podem acessar ou se conectar a ela.

A Rede Não Bata, Eduque tem 16 anos de atuação e foi criada a partir de uma relação que a gente tinha com várias organizações que trabalhavam várias outras violências em relação as crianças e fomos percebendo que na maioria dessas violências tinha como plano de fundo o processo educativo de cuidado e a naturalização da violência.

A Coordenadora ressalta que como diz várias estudiosos: A violência ela é um processo cultural aprendido, um poder de mostrar a submissão do outro, do que é mais fraco com quem é mais forte. E é preciso entender que o adulto tem uma relação de poder com a criança e trabalhamos para romper com esse ciclo e construir uma sociedade mais justa e fraterna, sem o uso da violência física e psicológica.

Renato Senna ressalta que a criança é vista como um ser inferior, que tem que acumular coisas que os adultos,  supostamente, vão ensinar ou impor a ele. O Gerente Geral pergunta a Marcia se essa crença vem de outras relações ou se tem mais alguma coisa com relação a criança.

Marcia afirma que quanto mais voltamos ao passado, menos lugar as mulheres e as crianças tinham. Tanto as mulheres, como as crianças foram muito submissas na história da humanidade.

É hora de dar vez as crianças. Eles não precisam fazer 18 anos para contribuir para a sociedade. É possível ver o quanto as crianças tem nos ensinado nessa era online em meio a pandemia, então mais uma vez, eles mostram o potencial. Temos que começar a entender esse aprendizado mútuo.

Marcia afirma que a educação é uma via de mão dupla e é necessária essa dinâmica de aprender junto com o outro.

Uma das perguntas realizadas durante a live para a convidada foram: Quais estratégias pais e profissionais da educação podem utilizar na construção de um relacionamento dialógico e respeitoso?

“O respeito mútuo. Entender que cada um de nós tem que contribuir nessa sociedade. Então, eu te respeito para que você me respeite também. Esse é o primeiro aprendizado. O outro é o diálogo, a possibilidade de você ouvir e ser ouvido e fazer os combinados juntos. Quanto mais você estabelece as regras e combinados de convivência, como que vai ser a relação tanto em sala de aula, em casa, com os irmãos, na escolinha de futebol, onde quer que ele esteja. Como que vai ser a convivência entre os pares?” 

Dê play e acompanhe a íntegra a conversa dos educadores.

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