O serviço social da Rede Cruzada e a educação que transforma

serviço social

Além de ter a educação como agente transformador para a sociedade, a Rede Cruzada busca servir a comunidade onde está inserida através do seu serviço social.

Para efetivar os direitos de uma família, é preciso compreender os novos conceitos em relação à formação de lares e as necessidades dos seus membros, seja ele um adulto ou criança.

Dentro dessa área, percebe-se a necessidade de desenvolver ferramentas e buscar conhecimentos que permitam, principalmente ao Núcleo de Serviço Social, exercer a empatia, compreensão, respeito, apoio e acolhimento. 

Tudo isso, sem qualquer vestígio de preconceito e diferenciação, tendo como objetivo agir de forma intervencionista, protetiva, socioeducativa e assistencial no enfrentamento das dificuldades cotidianas do assistido.

Quer saber mais sobre esse trabalho desenvolvido pela Rede Cruzada? Leia nosso post.

Os diversos modelos de famílias

No século XXI, esse conceito é dinâmico. 

Nas comunidades onde atuamos, é comum e normal conviver com:

  • famílias homoafetivas,
  • multiparental, 
  • monoparental, 
  • família mosaico, 
  • dentre outras. 

Todos os lares são formados a partir do sentimento comum de afeto e desejo, tendo como membros seres humanos com suas limitações, que precisam ser vencidas, além de valores que podem ser revistos e necessidades que devem ser atendidas.

Muitas vezes, esses lares são coabitados, ou seja, mais de um grupo mora sob o mesmo teto. Dentro desse cenário, defendemos e experienciamos intensamente uma ruptura com o conceito de família estruturada X família desestruturada. 

Vivenciamos e acreditamos em um modelo que possui pontos fortes e frágeis, em qualquer realidade.

Lembramos que, atualmente, são mais de 19 milhões de brasileiros que passam fome no nosso país. Além disso, segundo uma matéria no Globo, 116,8 milhões de pessoas lidam com a insegurança alimentar no Brasil.

Desse modo, mais da metade da população não sabe se terá comida suficiente em casa ou precisou diminuir a quantidade, ou passou fome.

É preciso recordar também que, no último ano, a cada quatro mulheres, acima de 16 anos, uma diz ter sofrido algum tipo de violência ou agressão no país.

Em todas essas questões, o trabalho de serviço social da Rede Cruzada atua como interventivo e socioeducativo, além da entrega de cestas básicas.

“Não existe família desestruturada. Quando afirmamos isso, estamos fazendo um julgamento, pré-conceito. Existem pontos fortes e frágeis em qualquer realidade familiar.”

Michelle Oliveira (Assistente Social do Plantando Amanhã)

O papel do serviço social

De modo geral, a assistência social atua de forma interventiva e socioeducativa, sempre buscando os direitos sociais de cada cidadão. 

Em especial, o trabalho da Rede Cruzada mantém as famílias em foco e busca o fortalecimento dos vínculos. 

Nosso olhar institucional é voltado para o grupo constituído, independentemente do formato dele. 

Nossa equipe compreende que, mais do que nunca, é preciso se despir de todos os preconceitos e usar do senso comum para fazer o melhor na busca dos direitos das famílias da nossa comunidade.

Trabalhamos com o pensamento e sentimento voltados à sensibilização e à aceitação, conscientes de que não é preciso concordar, mas é necessário respeitar.

Nesse sentido, organizamos formações e webinários para abordar assuntos delicados e que são necessários à realização do trabalho de assistência social. 

Os encontros possibilitaram trocas de experiências, aprendizado e, em alguns deles, foram tratados temas de relevante importância no dia a dia da equipe, como violência doméstica, violência contra as mulheres, entre outros.

A cada encontro, atendimento e situação concluímos que:

“Independente dos modelos familiares, o que torna relevante é a maneira como se constroem os laços, afetos e, principalmente, como se assume a responsabilidade do cuidado com as crianças.” Aline Ferreira (Assistente Social da Casa de Leyla)

Vencendo desafios

Ao longo do ano de 2020, a Rede Cruzada iniciou um movimento de transformação, criação desse respeito e aceitação de dentro para fora, ou seja, do assistente para o assistido.

Somos conscientes das limitações e desafios inerentes a esse trabalho, mas acreditamos que um dos pilares para que o mesmo seja realizado com excelência é a existência e criação de uma rede de apoio entre todas as unidades da instituição.

Nosso objetivo é sempre promover um trabalho pautado no respeito e acolhimento para os nossos beneficiários diretos, a primeira infância, as crianças maiores e adolescentes, além de todos os seus constituintes.

“Toda família é bem-vinda.” Delma Silva (Assistente Social da Casa Emilien Lacay)

Agora que você conheceu como realizamos o nosso serviço social, que tal acessar o site e saber como contribuir com essa causa?